Coleta seletiva
O
processo de reciclagem é composto de várias fases, porém sua realização depende
de uma ação fundamental: a separação prévia dos materiais. Esse é só o começo do que
chamamos de coleta seletiva. Trata-se da separação e recolhimento, desde a origem, dos
materiais potencialmente recicláveis.
A coleta seletiva e a reciclagem de lixo têm um
papel muito importante para o meio ambiente. Por meio delas, recuperam-se
matérias-primas que de outro modo seriam tiradas da natureza. A ameaça de
exaustão dos recursos naturais não renováveis aumenta a necessidade de
reaproveitamento dos materiais recicláveis, que são separados na coleta
seletiva de lixo.
O que é coleta seletiva, reciclagem e minimização de resíduos?
Muita gente fica
na dúvida e não sabe direito o que é reciclagem, o que é coleta seletiva, o que
quer dizer minimização de resíduos. Para evitar confusões, colocamos abaixo uma
pequena descrição de cada um dos termos:
Coleta seletiva - É a atividade de separar o
lixo, para que ele seja enviado para reciclagem. Separar o lixo é não misturar
os materiais passíveis de serem reaproveitados ou reciclados (usualmente
plásticos, vidros, papéis, metais) com o resto do lixo (restos de alimentos,
papéis sujos, lixo do banheiro). A coleta seletiva tanto pode ser realizada por
uma pessoa sozinha, que esteja preocupada com o montante de lixo que estamos
gerando (desde que ela planeje com antecedência para onde vai encaminhar o
material separado), quanto por um grupo de pessoas (condomínio, escola, cidade,
etc.).
Reciclagem - É uma atividade - na maior
parte dos casos, industrial - que transforma os materiais já usados em outros
produtos que podem ser comercializados. Através da reciclagem, papéis velhos
transformam-se em novas folhas ou caixas de papelão; os vidros se transformam
em novas garrafas ou frascos; os plásticos podem se transformar em vassouras,
potes, camisetas; os metais transformam-se em novas latas ou recipientes.
Minimização de resíduos - É um conceito que abrange mais do que a simples coleta seletiva
e envio do lixo para reciclagem. Pressupões três regrinhas básicas que devem
ser seguidas: primeiro pensar em todas as maneiras de REDUZIR o lixo, depois,
REAPROVEITAR tudo o que for possível, e só depois pensar em enviar materiais
para RECICLAR. Essa forma de atuação é chamada de 3R, que é a letra inicial de
cada uma das palavras-chave.
3 R’s
Reduzir: Se o
lixo é um problema o melhor resíduo que existe é o que não foi gerado. Pena que
é impossível viver sem produzir restos, mas é possível diminuir a quantidade
produzida. Ao repensar a relação que temos com as nossas sobras podemos
identificar situações em que outra conduta fará enorme diferença no volume de
lixo gerado.
Quando
fizer compras num supermercado o consumidor pode escolher produtos que venham
com menos embalagens ou com embalagens mais resistentes e reutilizáveis. Pode
ainda levar os produtos para casa em uma bolsa de compras própria, evitando o
uso de muitas sacolas plásticas. No momento da escolha de bens duráveis (fogão,
móveis, eletrodomésticos) podemos optar por modelos de melhor qualidade, com
garantia, que durem mais reduzindo a necessidade de comprá-los de novo em
breve.
De
carona na redução do lixo vêm os cuidados com o consumo de água, energia e
combustíveis. Estes cuidados nem sempre estão ligados à questão dos resíduos,
mas combinam com a responsabilidade ambiental de todos nós, dependentes da
matéria-prima, água, energia e combustíveis.
O
uso racional dos recursos e da nossa lixeira é o mais poderoso protetor do
ambiente e da nossa qualidade de vida. Portanto, reduzir é ótimo para a vida do
planeta!
Também
não podemos ignorar o desperdício de alimentos. Antes mesmo de se tornar lixo
os alimentos desperdiçados já são um problema e uma vergonha nacional. O
combate à miséria brasileira é batalha de longa data e sempre se soube que o
desperdício no Brasil é imenso, provavelmente capaz de reduzir muito a fome em
nosso país. Fruto de falhas no sistema de produção (lá no campo), distribuição
e utilização dos produtos agrícolas (em qualquer cozinha), o desperdício de
alimentos é o cartão de visitas de uma sociedade ainda longe de saber o valor
do que possui, e que por isso desperdiça tanto.
Reaproveitar: É
dar novo uso a um material que já foi usado. Boa parte dos nossos resíduos pode
ser reaproveitada de várias maneiras. Assim como na REDUÇÃO basta refletir
sobre os materiais que manuseamos no nosso dia-a-dia. Aí surge o uso dos dois
lados do papel, a utilização de potes diversos para guardar sobras de alimentos
na geladeira, latas que viram porta-lápis e etc. A imaginação não tem limite!
Dentro
do REAPROVEITAR também podemos alojar a ideia de trocar objetos com amigos,
frequentar sebos, brechós e a super atividade de recuperar de tudo, que além de
evitar a produção excessiva de lixo, serve para exercitar a criatividade e a
habilidade manual.
Reciclar: Reciclar
é transformar de modo artesanal ou industrial um produto usado em um novo
produto, igual ou diferente do original. Essa transformação deve ser química
e/ou física, daí a diferença do reaproveitamento que não altera a matéria de
maneira tão profunda.
Os
benefícios da reciclagem são muitos: economia de matéria-prima, de energia e de
água. Mas as dificuldades não são poucas. Cada material deve ir para uma
fábrica diferente, o que demanda um esquema de separação anterior à coleta ou depois da coleta.
É
comum que a venda dos materiais não cubra os custos da coleta seletiva e a Prefeitura pode
achar que o estímulo à reciclagem não compensa. Por isso é fundamental que o
órgão público encare a coleta seletiva de materiais recicláveis não só
pela questão econômica, mas como um benefício social e ambiental para toda a
sociedade. Se fizer a coleta seletiva integrada a um importantíssimo sistema de
gerenciamento de resíduos, todos os benefícios (sociais, ambientais e
econômicos) serão muito maiores. Esse sistema é a maneira mais completa de
lidar com o lixo municipal, pois além de coleta seletiva e reciclagem, se
preocupa e atua com relação ao lixo tóxico, lixo orgânico, aterro sanitário,
lixão, impactos da coleta e da disposição, custos, questões de saúde pública e
de emprego.
Quando
refletimos e agimos sobre a questão do lixo em casa, na escola, no trabalho, na
prefeitura e na rua, percebemos o quanto é possível que cada um de nós faça uma
diferença enorme diante deste problemão. Ao assumir nossas responsabilidades
sobre esta e todas as questões da sociedade, estamos de fato virando cidadãos e
construindo uma nação de verdade.
Reciclável é diferente de
reciclado. Reciclável indica que o material pode ser
transformado em outro novo material. Reciclado indica que o material já foi
transformado. Algumas vezes, o material que foi reciclado pode sofrer o
processo de reciclagem novamente. Certos materiais, embora recicláveis, não são
aproveitados devido ao custo do processo ou à falta de mercado para o produto
resultante.
Reciclar é diferente de
separar. Reciclar consiste em transformar materiais
já usados em outros novos, por meio de processo industrial ou artesanal.
Separar é deixar fora do lixo tudo que pode ser reaproveitado ou reciclado. A
separação ou triagem do lixo pode ser feita em casa, na escola ou na empresa. É
importante lembrar que a separação dos materiais de nada adianta se eles não
forem coletados separadamente e encaminhados para a reciclagem.
Quem pode fazer coleta seletiva?
Qualquer cidadão
preocupado com os destinos do nosso planeta pode se envolver num programa de
coleta seletiva. Se você está sozinho nessa empreitada, basta procurar onde
encaminhar o seu lixo, o que é possível reciclar, e começar. O problema maior
nesse caso é que, se na sua cidade não existe um programa organizado pela
Prefeitura, você terá que pesquisar para descobrir para onde mandar seus
recicláveis. Não separe o lixo sem ter planejado primeiro para onde
mandar.
Como separar
Para a separação do material, basta ter em casa dois recipientes: um
para o lixo úmido e rejeitos a serem recolhidos pela Companhia de Limpeza da
Cidade e outro recipiente para o reciclável a ser coletado por uma
cooperativa ou empresa: plástico, metal, vidro e papel, todos devidamente
lavados e/ou limpos e secos.
No caso de condomínios, escolas ou empresas, pode-se aumentar o número
de recipientes destinados à coleta seletiva, identificando-os por cores e tipos
de material:
- Azul -
Papel;
- Verde -
Vidro;
- Amarelo -
Metal (alumínio e metais ferrosos);
- Vermelho –
plástico;
- Marrom –
Orgânico (restos de alimentos ou podas de árvores que podem ser
transformados em adubo);
- Cinza – Rejeito (material sujo e/ou que não serve para a reciclagem).
Vantagens da Coleta Seletiva
Contribui para a melhoria do meio
ambiente, na medida em que:
- Diminui a exploração de recursos naturais
- Reduz o consumo de energia
- Diminui a poluição do solo, da água e do ar.
- Prolonga a vida útil dos aterros sanitários
- Possibilita a reciclagem de materiais que iriam para o lixo
- Diminui os custos da produção, com o aproveitamento de recicláveis pelas indústrias.
- Diminui o desperdício
- Diminui os gastos com a limpeza urbana
- Cria oportunidade de fortalecer organizações comunitárias
- Gera emprego e renda pela comercialização dos recicláveis
Pontos de Coleta
A cidade de Osasco tem alguns pontos de coleta de materiais para reciclagem. Acesse o Link, e descubra o ponto de coleta mais perto da sua casa e começe a separar seu lixo!
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